Ecoturismo é uma atividade muito recente no BrasiI e de acordo com Seabra (2001), começou a ser implantada no Brasil na década de 1980.
Segundo a Embratur (1994): ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações.
Para a The Ecoturism Society, uma organização conhecida internacionalmente em função de sua atuação no desenvolvimento do setor, existe outra definição:
"Ecoturismo é a viagem responsável a áreas naturais, visando preservar o meio ambiente e promover o bem- estar da população." (Lindberg & Hawkins, 1995).
"Ecoturismo é a viagem responsável a áreas naturais, visando preservar o meio ambiente e promover o bem- estar da população." (Lindberg & Hawkins, 1995).
Segundo Seabra (1999), o ecoturismo é o segmento turístico que proporcionalmente mais cresce no mundo, em virtude da divulgação massiva dos lugares exóticos e da exaustão sofrida pelo turismo convencional. No âmbito global, enquanto o turismo convencional cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo aumenta em torno de 25% no mesmo período.
No Brasil o ecoturismo é uma atividade que possui grande potencial de crescimento. A biodiversidade brasileira, o imenso comprimento da costa litorânea, os inúmeros ecossistemas preservados, com características singulares no contexto mundial, colocam o país como um dos maiores destinos para o turismo ecológico no mundo.
Para Seabra (1999), em decorrênia de seus atrativos naturais, estima-se que 500 mil pessoas pratiquem o ecoturismo no Brasil, gerando emprego para 30 mil trabalhadores, por intermédio de cinco mil empresas e instituições privadas.
O desenvolvimento da atividade ainda é inexpressiva se compararmos os recursos naturais disponíveis em território brasileiro e o recurso de países como o Quênia e a Costa Rica que no início dos anos 90 contabilizaram respectivamente 500 milhões e 300 milhões de dólares através de receitas originadas na atividade ecoturística. (Lindberg & Hawkins, 1995, p.18).
Apesar do enorme potencial ecoturístico brasileiro, pouco tem sido feito para desenvolver a atividade. O crescimento da atividade tem se dado espontaneamente através da oferta de serviços ecoturísticos por empresas pouco envolvidas com os preceitos fundamentais do ecoturismo e também por ecoturistas inconscientes de seu fundamental papel na conservação da natureza e fortalecimento da cultura e da economia das localidades visitadas.
Em função disso tem-se observado a massificação das viagens ecoturísticas que passam a apresentar características das viagens convencionais e assim passam também a promover o desenvolvimento de alguns dos maiores problemas relativos a exploração do turismo em larga escala, isto é, a destruição dos recursos naturais e culturais, o aculturamento, a inflação nos preços dos produtos nas comunidades receptoras, o aumento do desemprego nestas áreas, devido a sazonalidade da demanda de turistas e inúmeros outros fatores incondizentes com o desenvolvimento sustentável que rege a exploração da atividade ecoturística.
Leia Mais em:
Lindberg, Kreg & Hawkins, Donald E. - Ecoturismo, um Guia para Planejamento e Gestão - Ed. Senac 1999.
Embratur/Ibama. Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo. Brasília,1994.
Seabra, Giovanni - Ecos do Turismo: O Turismo Ecológico em Áreas Protegidas - Campinas, SP: Papirus, 2001.
Fonte: Guia Vale do Paraiba

