segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Ecoturismo no Brasil

    Ecoturismo é uma atividade muito recente no BrasiI e de acordo com Seabra (2001), começou a ser implantada no Brasil na década de 1980.
    
   Segundo a Embratur (1994): ecoturismo é um segmento da atividade turística que utiliza de forma sustentável o patrimônio natural e cultural, incentiva sua conservação e busca formação de uma consciência ambientalista através da interpretação do ambiente, promovendo o bem estar das populações.
    
   Para a The Ecoturism Society, uma organização conhecida internacionalmente em função de sua atuação no desenvolvimento do setor, existe outra definição:
"Ecoturismo é a viagem responsável a áreas naturais, visando preservar o meio ambiente e promover o bem- estar da população." (Lindberg & Hawkins, 1995).
    
   Segundo Seabra (1999), o ecoturismo é o segmento turístico que proporcionalmente mais cresce no mundo, em virtude da divulgação massiva dos lugares exóticos e da exaustão sofrida pelo turismo convencional. No âmbito global, enquanto o turismo convencional cresce 7,5% ao ano, o ecoturismo aumenta em torno de 25% no mesmo período.
    
   No Brasil o ecoturismo é uma atividade que possui grande potencial de crescimento. A biodiversidade brasileira, o imenso comprimento da costa litorânea, os inúmeros ecossistemas preservados, com características singulares no contexto mundial, colocam o país como um dos maiores destinos para o turismo ecológico no mundo.
    
   Para Seabra (1999), em decorrênia de seus atrativos naturais, estima-se que 500 mil pessoas pratiquem o ecoturismo no Brasil, gerando emprego para 30 mil trabalhadores, por intermédio de cinco mil empresas e instituições privadas.
    
   O desenvolvimento da atividade ainda é inexpressiva se compararmos os recursos naturais disponíveis em território brasileiro e o recurso de países como o Quênia e a Costa Rica que no início dos anos 90 contabilizaram respectivamente 500 milhões e 300 milhões de dólares através de receitas originadas na atividade ecoturística. (Lindberg & Hawkins, 1995, p.18).
    
   Apesar do enorme potencial ecoturístico brasileiro, pouco tem sido feito para desenvolver a atividade. O crescimento da atividade tem se dado espontaneamente através da oferta de serviços ecoturísticos por empresas pouco envolvidas com os preceitos fundamentais do ecoturismo e também por ecoturistas inconscientes de seu fundamental papel na conservação da natureza e fortalecimento da cultura e da economia das localidades visitadas.
    
   Em função disso tem-se observado a massificação das viagens ecoturísticas que passam a apresentar características das viagens convencionais e assim passam também a promover o desenvolvimento de alguns dos maiores problemas relativos a exploração do turismo em larga escala, isto é, a destruição dos recursos naturais e culturais, o aculturamento, a inflação nos preços dos produtos nas comunidades receptoras, o aumento do desemprego nestas áreas, devido a sazonalidade da demanda de turistas e inúmeros outros fatores incondizentes com o desenvolvimento sustentável que rege a exploração da atividade ecoturística.

Leia Mais em:
Lindberg, Kreg & Hawkins, Donald E. - Ecoturismo, um Guia para Planejamento e Gestão - Ed. Senac 1999.
Embratur/Ibama. Diretrizes para uma Política Nacional de Ecoturismo. Brasília,1994.
Seabra, Giovanni - Ecos do Turismo: O Turismo Ecológico em Áreas Protegidas - Campinas, SP: Papirus, 2001.


Fonte: Guia Vale do Paraiba

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

O perfil do turista de aventura no Brasil.


A Associação Brasileira das Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) realizou uma pesquisa para levantar qual é o perfil do turista de aventura no Brasil. O experimento, desenvolvido em conjunto com o Programa de Promoção e Comercialização Nacional, teve seus resultados divulgados e traz informações sobre as preferências e o comportamento do visitante.

A análise foi feita com pessoas entre 18 e 59 anos de idade, que viajaram no Brasil nos últimos 12 meses, que pagam ou pagariam por uma viagem de turismo de aventura ou ecoturismo, residentes em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, entre outras amostras.

A pesquisa revelou que muitos brasileiros procuram as viagens voltadas para o contato com a natureza, seja para diversão ou prática de atividades. No último ano, a média nacional de viagem dentro do Brasil foi de 5,3 vezes; e de acordo com a classe social, o número de passeios aumenta. Dentre os pesquisados, os mineiros são os mais viajantes, com 5,47 vezes ao longo de doze meses, seguidos dos paulistas com 5,14.

Das 904 pessoas que responderam às perguntas feitas, 32% preferem a região Nordeste do Brasil para viagens de natureza e aventura. Em um empate técnico, com 25%, aparece a região Sudeste. A região Centro-Oeste ficou com 13% e Norte e Sul do país com 9% cada. A busca em cada região, ou pelo menos o que os pesquisados mais valorizam na busca pelo seu destino são cachoeiras, rios e mares, com a preferência de 46%.

As atividades - Foram exibidas 24 atividades aos 904 entrevistados da pesquisa e o bugue e a cavalgada lideram a pesquisa das atrações já praticadas, com 36% cada. Em seguida, aparece a caminhada (31%), tirolesa (27%), observação da vida selvagem (22%), mergulho (21%) e canoagem (20%).

E a avaliação feita pelos turistas foi positiva: nenhuma das atrações teve nota média abaixo de 7,5. Entre as mais pontuadas, ficaram o mergulho e o rafting, com 9,07 e 9,06 respectivamente; e o bungee jump, com 8,98 da média.

Ainda em busca de opções, 70% desejam praticas mergulho e andar de bugue, 61% realizar a observação da vida selvagem, andar de quadriciclo e veículos 4x4 e voar de balão.

Dentre os analisados na pesquisa, os clientes atuais, que estão abertos a qualquer aventura, são a maioria, ocupando 68% da análise. Os clientes convictos, que já estão no mercado e que já praticaram mais de 10 atividades de aventura são a menor faixa, com 4%. Os que nunca praticaram, mas tem intenções de realizar algum esporte totalizam 28%.

Fonte: ABETA

domingo, 31 de outubro de 2010

Rafting - Curiosidades



    O rafting é a prática de descida em corredeiras em equipe utilizando botes infláveis, equipamentos de segurança. Antes de começar qualquer descida de rafting comercial, um instrutor da atividade passa à todos os participantes detalhadas instruções de conduta relativas à segurança.
    Estas Instruções são lembradas pelos demais instrutores durante momentos estratégicos da descida, e seu cumprimento é fundamental para a segurança de todos. O rafting comercial proporciona a experiencia de descer o rio para pessoas de qualquer idade e em sua maioria pessoas que nunca tiveram uma experiência anterior, tornando o esporte acessível.

Níveis para a prática do Rafting

  1. Nível I: Áreas com pedras muito pequenas, requere poucas manobras.
  2. Nível II: Algumas águas agitadas, talvez algumas rochas, pode exigir manobras.
  3. Nível III: Ondas pequenas, talvez uma pequena queda, mas sem perigo. Pode requerer habilidade de manobra significativa.
  4. Nível IV: Ondas médias, presença de poucas pedras, com quedas consideráveis, manobras mais difíceis podem ser necessárias.
  5. Nível V: Grandes ondas, possibilidade de grandes rochas, possibilidade de grandes quedas, há riscos e exige manobras precisas.
  6. Nível VI: Corredeiras extremamente perigosas, pedras e ondas enormes. O impacto da água pode até causar estragos no equipamento. O nível VI é extremamente perigoso, e pode machucar seriamente os praticante ou até levá-los à morte. Completar esse percurso exige muita habilidade.

Locais para a prática do Rafting

No Brasil há diversos locais propícios à prática do rafting, entre eles:
Bahia 
Rio de Contas em Itacaré Rio Correntina em Correntina
Espírito Santo 
Rio Jucu em Domingos Martins
Goiás 
Rio Corumbá em Corumbá de Goiás
Maranhão 
Parque Nacional da Chapada das Mesas em Carolina
Minas Gerais 
Rio Jaguari em Extrema Rio Capivari em Lavras Rio Corrente em Munhoz
Paraná 
Rio Iapó em Tibagi Rio Cachoeiras em Antonina Rio Ribeira em Cerro Azul
Rio de Janeiro 
Rio Macaé em Lumiar Casimiro de Abreu e Macaé Rio Paraibuna ao norte do estado Ribeirão das Lajes em Seropédica
Rio Grande do Sul 
Rio Paranhana em Três Coroas Rio das Antas entre Nova Roma do Sul e Bento Gonçalves
Santa Catarina 
Rio Cubatão em Santo Amaro da Imperatriz Rio Itajai-açu em Apiúna e Ibirama Rio Braço do Norte no Vale do Braço do Norte
São Paulo 
Rio Juquiá em Juquitiba Rio Paraibuna em São Luís do Paraitinga Rio do Peixe Socorro Rio Jacaré-Pepira em Brotas Rio Pardo em Caconde
Fonte: Rafting

domingo, 17 de outubro de 2010

Turismo de Aventura em São Luis do Paraitinga-SP

Para quem gosta de conhecer lugares novos, locais simples com o povo hospitaleiro.
Esta ai uma boa opção!!

São Luiz do Paraitinga-SP
São Luis do Paraitinga/SP é localizada na Serra do Mar, entre Ubatuba e Taubaté. É uma cidade encantadora, que possui uma arquitetura tipicamente colonial, tem o seu aspecto histórico-cultural bastante preservado. Suas festas folclóricas, músicas regionais e o artesanato são alguns dos grandes atrativos turísticos. Dentre eles podemos destacar o famoso carnaval de rua somente com as marchinhas da cidade.


Rafting - Trajeto Bras Adão -
São Luiz do Paraitinga-SP
A cidade surgiu junto com mais 30 povoados, para racionalizar a ocupação das terras do vale do Paraíba. Hoje, constitui um dos maiores conjuntos arquitetônicos do Estado de São Paulo. A história está presente nas ruas e casarões antigos – construídos nos séculos XVIII e XIX - e na memória dos seus habitantes. O médico sanitarista Oswaldo Cruz nasceu lá e é motivo de grande orgulho para os moradores locais.


Tradicional Boneco de
São Luiz do Paraitinga-SP


Além disso, a cidade está cercada pela Mata Atlântica, possibilitando a prática de trekking e rafting no Rio Paraibuna, para os adeptos do turismo de aventura.

Existem diversas atividades a serem realizadas, como: 03 trajetos de rafting pelo Rio Paraibuna, sendo 01 deles com possiblidade de realizar no período noturno, trilhas, rappel, tiroleza, cavalgada, além do city tour.

Fica ai um convite a todos de uma ótima opção de lazer e diversão.


Abs e boas aventuras,

Celso Alves Junior e Fernando Oliveira


sábado, 16 de outubro de 2010

Turismo de Aventura



  O turismo é uma atividade econômica que traz possibilidades e alternativas de crescimento nacional, regional e local. A realidade brasileira começa a identificar o potencial de municípios ainda pouco explorados, mas, que na atualidade, despontam como atrativos para grupos turísticos, fazendo com que os turistas busquem novos ambientes que preservem a cultura regional e possibilitem maior contato com as belezas naturais e com a própria comunidade local.

  Estas cidades “pouco exploradas”, na maioria das vezes não possuem um desenvolvimento econômico grande, ou seja, são cidades pequenas, às vezes sem indústrias e empresas de grande porte. E uma maneira destas cidades obterem um êxito maior em sua economia, é o turismo de aventura, pois através destas atividades geram-se mais empregos, além de divulgar a sua cultura regional.

  O Turismo de Aventura merece um destaque, devido a relação entre o turista e a natureza. O Turismo de Aventura vem sendo utilizado como uma válvula de escape por indivíduos que possuem atividades intensas e necessitam “extravasar” o seu nível de estresse acumulado com as rotinas diárias.

  Assim, podemos observar como exemplo, que é cada vez mais comum, as empresas na expectativa de integrar funcionários e despertar o espírito de liderança nos colaboradores, levarem os mesmos a prática do Turismo de Aventura. Além disso, o Turismo de Aventura tem atraído pessoas com espírito aventureiro, intrínseco a sua personalidade, e que apresentam o desejo permanente de ultrapassar limites.

Celso Alves e Fernando Oliveira
Equipe Trip Vale.